Quem bebe álcool, mesmo nas menores quantidades, tem um volume cerebral menor do que as pessoas que não bebem, de acordo com um estudo publicado na revista científica Archives of Neurology.

Apesar de um pequeno encolhimento no cérebro ser normal com a idade, quantidades maiores de redução em algumas áreas já foram ligadas a demência.

Carol Ann Paul da Universidade de Boston, nos EUA, tinha a esperança de descobrir que o álcool poderia proteger o cérebro do encolhimento. No entanto ela descobriu que qualquer nível de consumo de álcool leva à redução de volume cerebral.

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Foram 1.839 pessoas, uma amostra de tamanho significativo, que fizeram o exame de Ressonância Magnética do cérebro e disseram o quanto bebiam.

Como regra geral a cientista descobriu que quanto mais álcool é consumido, menor é o volume do cérebro com os abstinentes tendo um volume mais alto do que pessoas que pararam de beber ou que bebem 14 ou mais drinques por semana.

A conexão entre o consumo de álcool e o volume cerebral foi mais enfático nas mulheres. Nos homens, apenas aqueles que bebiam 14 ou mais drinques por semana tinham volume cerebral menor do que aqueles acostumados com pouco álcool. Nas mulheres, mesmo variações sutis na ingestão de álcool mostraram diferenças claras no volume do cérebro.

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Essa discrepância não deixou claro que quantidades pequenas de bebidas alcoólicas encolhem o cérebro. O álcool desidrata e a desidratação pode ter efeitos negativos em quaisquer tecidos sensíveis.

No entanto o estudo não responde se cérebros “encolhidos” ou com menor volume tem mais dificuldades de memória e funcionamento mental. As diferenças de volume também eram pequenas: 1,5% entre aqueles que não bebem e os que bebem muito.

No entanto especialistas afirmam que a descoberta sobre a redução do cérebro é interessante. Mas ainda há um longo caminho para descobrir as implicações desse fato.

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