A aplicação do ultrassom na neurociência agora pode permitir um controle e até a “edição” de nossas memórias num futuro.

Os primeiros passos dados neste sentido ficaram por conta de um experimento com minhocas em que cientistas usaram o ultrassom para controlar seletivamente células cerebrais de forma não-invasiva. Em outras palavras, controlaram remotamente as células individuais no cérebro.

Essa tecnologia subjacente foi cunhada sonogenetics e foi anunciada pela primeira vez como uma técnica que pode modificar as células do cérebro, em um artigo publicado pelo cientista Stuart Ibsen e seus colegas em 2015. Partindo da lógica que é possível mudar como as células do cérebro trabalham e, desta maneira, como se conectam, também haveria o potencial de alterar, pela aplicação do ultrassom, nossas memórias.

gettyimages 517371498 - Controlar memórias com ultrassom

Hipoteticamente, com a sonogenetics seria possível deixar para trás memórias que não gostamos, como fortes emoções ou lembranças traumáticas. Essa tecnologia também nos permitirá mexer com as estruturas que sustentam nossas memórias. De qualquer maneira, antes que você se empolgue em fazer qualquer tipo de terapia do tipo, nós lembramos: os testes foram realizados em minhocas, mas a prova do conceito está aí para divagarmos a respeito.

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