Uma galáxia do universo primitivo desafiou tudo o que sabemos sobre como as galáxias mortas evoluem.

Com dados obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble, a galáxia parou de produzir novas estrelas apenas alguns bilhões de anos após o Big Bang, ou seja, é uma galáxia morta que possui também uma forma muito estranha de um disco, que gira rapidamente.

Isso faz com que seja a primeira evidência observacional de que algumas galáxias mortas evoluem de uma galáxia espiral em forma de disco para uma galáxia elíptica mais tridimensional, a forma mais comum para galáxias antigas e que já morreram, ou seja, “pararam” suas atividades. Essa pesquisa foi publicada na revista Nature.

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Essa nova visão pode nos forçar a repensar todo o contexto cosmológico de como as galáxias se interagiram no início e se tornam galáxias de forma elíptica local”, disse a líder do estudo, Sune Toft, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. “Talvez estivéssemos cegos ao fato de que as galáxias” mortas “poderiam ser de fato discos, simplesmente porque não conseguimos entendê-las ainda.

O telescópio espacial Hubble foi capaz de ver essa galáxia em detalhes, três vezes a massa da Via Láctea, mas apenas a metade do seu tamanho, graças à lente gravitacional. O Very Large Telescope forneceu dados sobre a velocidade de rotação da galáxia, determinando que ela está girando duas vezes mais rápido do que a Via Láctea.

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A equipe acredita que a fusão com outras galáxias é a maneira mais provável delas evoluírem de discos para elipses.

Se essas galáxias crescem através da fusão com companheiros menores e esses companheiros menores vêm em grande número e de todos os tipos de ângulos diferentes para a galáxia, isso acabaria por deixas as órbitas das estrelas nas galáxias aleatórias, disse Toft.

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