Descoberta reforça teoria de que os primeiros homo sapiens estiveram presentes em todo o continente africano.

Um grupo de pesquisadores liderado pelo paleoantropólogo francês Jean-Jacques Hublin, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva de Leipzig, na Alemanha, anunciou recentemente que foram encontrados os restos mais antigos do homo sapiens do qual se tem notícia. A descoberta poderá revolucionar tudo o que se acreditava sobre a história dos hominídeos.

Os restos cranianos foram achados em Djebel Irhoud, um sítio arqueológico localizado a 150 km de Rabat, a capital do Marrocos. Os responsáveis pela descoberta calculam que o fóssil possui aproximadamente 315 mil anos de idade, 115 mil a mais que o homo rhodesiensis e o homo heidelbergensis da Etiópia, que, até o momento, eram considerados os espécimes mais antigos do homo sapiens

i 34 - Primeiro ser humano surgiu 100 mil anos antes do que se imaginava

Hublin descreveu o crânio como “um mosaico de características, incluindo morfologia facial, mandibular e dental, que equiparam o material encontrado em Irhoud a restos humanos primitivos ou considerados anatomicamente modernos”. O cientista acredita que essa descoberta poderá provar que os primeiros homo sapiens estiveram presentes em todo o continente africano.

Comentários

Comentários

Share.